Principais causas de falência em PMEs segundo SEBRAE
- Compels
- 19 de mar.
- 10 min de leitura
Cerca de 40% das empresas brasileiras não sobrevivem aos primeiros cinco anos de atividade. Esse dado alarmante, revelado por pesquisas do SEBRAE e IBGE, mostra que a mortalidade empresarial no Brasil é uma realidade que atinge milhares de empreendedores anualmente, gerando não apenas prejuízos financeiros, mas frustração e impactos sociais significativos.
A boa notícia é que a maioria dessas falências poderia ser evitada. Segundo o SEBRAE, o encerramento das atividades de uma MPE está relacionado a três causas principais: a falta de planejamento prévio por parte do empreendedor, a ausência de práticas de gestão empresarial e a forma como o empreendedor se comporta frente aos desafios da atividade.
Compreender essas causas é o primeiro passo para construir um negócio sustentável e preparado para enfrentar as adversidades do mercado brasileiro.
Neste artigo, vamos analisar em profundidade cada uma dessas causas, baseando-nos em dados oficiais e pesquisas do SEBRAE, e mostrar como a tecnologia de gestão pode ser determinante para a sobrevivência e crescimento das pequenas e médias empresas.
O cenário da mortalidade empresarial no Brasil
Antes de entrarmos nas causas específicas, é importante entender a dimensão do problema da mortalidade empresarial no país.
Taxas de mortalidade por porte
Segundo a pesquisa "Sobrevivência de Empresas" do SEBRAE, os MEIs têm a maior taxa de mortalidade entre os Pequenos Negócios, 29% fecham após 5 anos de atividade. Já as MEs têm taxa de mortalidade intermediária entre os Pequenos Negócios, 21,6% fecham após 5 anos de atividade.
As EPPs têm a menor taxa de mortalidade entre os Pequenos Negócios, 17% fecham após 5 anos de atividade.
Esses números revelam um padrão importante: quanto menor o porte da empresa, maior a taxa de mortalidade. Isso está relacionado a diversos fatores que exploraremos mais adiante.
Mortalidade por setor
A pesquisa também identificou diferenças significativas entre setores. A maior taxa de mortalidade é verificada no comércio (30,2% fecham em 5 anos) e a menor na indústria extrativa (14,3% fecham em 5 anos).
Os serviços apresentam taxa intermediária, demonstrando que a natureza da atividade econômica influencia diretamente nas chances de sobrevivência.
O impacto da pandemia
A pandemia de COVID-19 agravou significativamente o cenário. Na pesquisa 41% dos empresários afirmaram que a pandemia foi o fator determinante para o fechamento da empresa, 20% citaram o baixo volume de vendas, e 22% citaram a falta de capital de giro.
Esses números mostram que crises externas podem acelerar o processo de falência de empresas que já enfrentavam fragilidades estruturais de gestão.
As 8 principais causas de falência segundo SEBRAE
1. Falta de planejamento prévio
O planejamento é citado pelo SEBRAE como a principal causa de mortalidade empresarial. Muitos empreendedores abrem negócios sem realizar estudos adequados de viabilidade, análise de mercado ou projeções financeiras realistas.
Por que isso acontece:
Empreendedorismo por necessidade (desemprego) em vez de oportunidade
Desconhecimento sobre a importância do planejamento
Pressa para começar sem preparação adequada
Cópia de modelos de negócio sem adaptação à realidade local
Erros de planejamento mais comuns:
Segundo o SEBRAE, incluem:
Não conhecer o público-alvo adequadamente
Desconhecer o capital de giro necessário
Não pesquisar mercado e concorrência
Escolha inadequada de localização
Desconhecer fornecedores e suas condições
Ignorar aspectos legais e regulatórios
Subestimar investimento inicial necessário
O que os dados revelam:
Em média, 42% fizeram alguma capacitação. Mas no grupo das empresas fechadas foi maior a proporção de quem não fez nenhuma capacitação. Isso demonstra claramente a correlação entre preparação e sobrevivência.
Como evitar:
Elaborar um plano de negócios detalhado antes de abrir a empresa
Realizar pesquisa de mercado aprofundada
Calcular com precisão o capital de giro necessário para os primeiros meses
Estudar a concorrência e identificar diferenciais
Buscar capacitação em gestão empresarial
Testar o modelo de negócio em escala reduzida quando possível
2. Ausência de práticas de gestão empresarial
A falta de gestão profissional é uma das principais causas de falência. Muitos empresários confundem "tocar o negócio" com "gerir a empresa", executando atividades operacionais sem dedicar tempo à gestão estratégica.
Manifestações da má gestão:
Gestão financeira inexistente ou precária:
Mistura de finanças pessoais e empresariais
Desconhecimento do fluxo de caixa real
Ausência de controle de custos e despesas
Precificação baseada em "achismo" ou apenas em concorrentes
Não fazer reserva para impostos e obrigações trabalhistas
Falta de controle de estoque:
Perda de vendas por falta de produtos
Capital imobilizado em mercadorias paradas
Perdas por vencimento, obsolescência ou avarias
Desconhecimento sobre giro e rentabilidade por item
Gestão de pessoas inadequada:
Ausência de treinamento e capacitação
Falta de definição clara de responsabilidades
Rotatividade excessiva gerando custos
Dependência crítica de uma ou poucas pessoas
Inexistência de processos:
Cada colaborador executa tarefas de forma diferente
Conhecimento concentrado em pessoas específicas
Dificuldade para escalar a operação
Retrabalho e desperdício constantes
Como evitar:
Implementar controles básicos de gestão desde o início
Separar rigorosamente contas pessoais e empresariais
Estabelecer processos padronizados e documentados
Usar ferramentas de gestão adequadas ao porte do negócio
Dedicar tempo semanal para análise gerencial
Buscar conhecimento contínuo sobre gestão
3. Falta de capital de giro
22% citaram a falta de capital de giro como fator determinante para fechamento. O capital de giro insuficiente é tanto causa quanto sintoma de problemas mais profundos de gestão.
Por que o capital de giro acaba:
Subestimação do montante necessário no planejamento inicial
Retiradas excessivas dos sócios (pró-labore acima da capacidade)
Inadimplência de clientes sem provisão adequada
Estoque mal dimensionado imobilizando recursos
Despesas fixas muito elevadas para o faturamento
Prazo médio de recebimento maior que prazo médio de pagamento
Sinais de alerta:
Dificuldade para pagar fornecedores em dia
Uso constante de cheque especial ou limite de cartão
Atraso em salários ou impostos
Necessidade de empréstimos para despesas correntes
Estoque vazio apesar de demanda existente
Dados relevantes:
Cerca de 34% dos entrevistados acreditavam que ter acesso a crédito poderia ter evitado o fechamento. Deste grupo de empresários, apenas 7% solicitaram crédito bancário e obtiveram êxito.
Isso revela duas questões: a dificuldade de acesso ao crédito para pequenas empresas e, em muitos casos, a falta de planejamento financeiro que tornaria a empresa elegível para crédito.
Como evitar:
Calcular capital de giro necessário para pelo menos 6 meses
Monitorar diariamente o fluxo de caixa
Estabelecer política de crédito rigorosa para clientes
Negociar prazos favoráveis com fornecedores
Manter reserva financeira para emergências
Não confundir faturamento com lucro disponível
4. Baixo volume de vendas e falta de clientes
20% citaram o baixo volume de vendas como causa do fechamento. Vender menos do que o necessário para cobrir custos fixos e variáveis inevitavelmente leva à falência.
Causas do baixo volume de vendas:
Posicionamento inadequado:
Produto ou serviço que não atende demanda real do mercado
Precificação incompatível com valor percebido
Proposta de valor pouco clara ou inexistente
Diferenciação insuficiente frente à concorrência
Estratégia comercial inexistente:
Não ter canais de venda estruturados
Dependência de poucos clientes
Ausência de esforço de prospecção ativa
Falta de presença onde os clientes estão (físico ou digital)
Marketing e comunicação deficientes:
Empresa "invisível" para o público-alvo
Ausência de estratégia de divulgação
Não investimento em relacionamento com clientes
Desconhecimento sobre comportamento do consumidor
Momento de mercado desfavorável:
Entrada em mercados saturados sem diferenciação
Mudanças tecnológicas que tornaram o produto obsoleto
Crises econômicas impactando demanda
Como evitar:
Validar demanda antes de abrir o negócio
Desenvolver estratégia comercial clara e mensurável
Investir em divulgação proporcional ao estágio do negócio
Diversificar base de clientes para reduzir dependência
Monitorar tendências e adaptar-se rapidamente
Estabelecer metas de vendas realistas e acompanhá-las
5. Dificuldade de acesso ao crédito
O acesso limitado a recursos financeiros externos dificulta a superação de momentos de crise e a realização de investimentos necessários.
Por que pequenas empresas têm dificuldade:
Falta de garantias reais para oferecer
Histórico de crédito inexistente ou negativo
Informalidade ou desorganização financeira
Desconhecimento sobre linhas de crédito disponíveis
Burocracia e documentação excessiva
Dados do SEBRAE:
A pesquisa revelou que muitos empresários acreditavam que crédito teria evitado o fechamento, mas pouquíssimos conseguiram acessá-lo quando necessário.
Como evitar:
Manter organização financeira impecável desde o início
Construir relacionamento com instituições financeiras
Conhecer linhas de crédito específicas para PMEs
Buscar alternativas além de bancos tradicionais
Preparar-se antecipadamente com documentação necessária
Evitar dependência de crédito para capital de giro operacional
6. Desconhecimento do mercado e da concorrência
Operar sem compreender profundamente o mercado em que atua é como navegar sem bússola.
Manifestações desse desconhecimento:
Não saber quem são os concorrentes diretos e indiretos
Desconhecer práticas e preços do mercado
Ignorar tendências e mudanças no comportamento do consumidor
Não identificar oportunidades emergentes
Subestimar ameaças competitivas
Consequências:
Precificação inadequada (muito acima ou muito abaixo do mercado)
Investimentos em produtos/serviços sem demanda
Perda de mercado para concorrentes mais atentos
Incapacidade de antecipar mudanças
Como evitar:
Realizar pesquisa de mercado contínua, não apenas no início
Monitorar concorrência sistematicamente
Participar de associações e eventos do setor
Manter-se atualizado sobre tendências
Ouvir ativamente feedback de clientes
Usar dados e informações para decisões estratégicas
7. Localização inadequada (para negócios físicos)
Para empresas que dependem de localização física, escolher o ponto errado pode ser fatal.
Erros comuns:
Escolher local pelo preço do aluguel sem avaliar potencial
Não considerar fluxo e perfil do público
Ignorar acessibilidade e estacionamento
Subestimar importância da visibilidade
Não verificar zoneamento e legislação local
Como evitar:
Realizar estudo detalhado de localização
Avaliar fluxo de pessoas/veículos em diferentes horários
Verificar presença de concorrentes e negócios complementares
Considerar custo-benefício, não apenas custo
Testar o local temporariamente quando possível
8. Perfil inadequado do empreendedor
As características, comportamentos e preparo do empreendedor influenciam diretamente na sobrevivência do negócio.
Dados do SEBRAE:
Em média, 42% estavam desempregados, mas essa proporção chegou a 59% no grupo das empresas fechadas.
Isso indica que o empreendedorismo por necessidade (fugindo do desemprego) sem preparação adequada resulta em maior taxa de fracasso.
Características que aumentam risco de falência:
Falta de experiência no ramo de atividade
Resistência a buscar conhecimento e capacitação
Dificuldade em tomar decisões difíceis
Excesso de otimismo sem base em dados
Inflexibilidade e resistência a mudanças
Gestão emocional em vez de racional
Como evitar:
Buscar capacitação antes e durante a operação do negócio
Reconhecer limitações e buscar ajuda especializada
Desenvolver visão realista do negócio
Cultivar resiliência e capacidade de adaptação
Cercar-se de mentores e consultores
Investir continuamente em desenvolvimento pessoal
Fatores agravantes identificados pelo SEBRAE
Além das causas principais, algumas características comuns agravam o risco de mortalidade:
Alta carga tributária
O Brasil possui um dos sistemas tributários mais complexos e onerosos do mundo. Empresas gastam em média 2.600 horas por ano apenas para cumprir obrigações fiscais.
Impactos:
Margem de lucro reduzida pela carga de impostos
Complexidade que gera erros e multas
Necessidade de assessoria contábil custosa
Tentação de informalidade para reduzir custos
Como mitigar:
Escolher regime tributário mais adequado
Usar tecnologia para automatizar obrigações
Manter rigor absoluto no cumprimento de prazos
Buscar benefícios fiscais disponíveis para PMEs
Burocracia excessiva
Processos burocráticos para abertura, licenciamento e operação consomem tempo e recursos preciosos.
Como lidar:
Buscar apoio especializado para processos burocráticos
Planejar tempo e recursos para etapas regulatórias
Manter documentação sempre atualizada
Aproveitar programas de simplificação quando disponíveis
Concorrência acirrada
Mercados saturados com baixas barreiras de entrada intensificam a competição.
Como se destacar:
Desenvolver proposta de valor única
Focar em nichos específicos
Investir em diferenciação e qualidade
Construir relacionamento forte com clientes
A diferença entre empresas que sobrevivem e as que fecham
A pesquisa do SEBRAE identificou diferenças claras entre empresas que sobrevivem e as que fecham:
Empresas que sobrevivem:
Fizeram planejamento antes de abrir
Buscaram capacitação em gestão
Monitoram continuamente o negócio
Adaptam-se rapidamente a mudanças
Mantêm controles financeiros rigorosos
Investem em relacionamento com clientes
Empresas que fecham:
Iniciaram sem planejamento adequado
Não buscaram capacitação
Operam "no escuro" sem informações gerenciais
São rígidas e resistem a mudanças
Têm gestão financeira precária ou inexistente
Focam apenas em vendas sem fidelização
O papel crucial da tecnologia de gestão
A análise das causas de falência revela um denominador comum: a maioria dos problemas poderia ser evitada ou mitigada com gestão adequada suportada por tecnologia.
Como sistemas de gestão previnem as principais causas de falência
1. Combate à falta de planejamento:
Um sistema ERP força a estruturação de processos e fornece informações para planejamento:
Histórico de dados para projeções realistas
Simulações de cenários financeiros
Controle de metas e acompanhamento de resultados
Base para tomada de decisão fundamentada
2. Implementação de práticas de gestão:
ERP traz gestão profissional embutida nas funcionalidades:
Separação clara entre finanças pessoais e empresariais
Controles automáticos de estoque, vendas, compras
Padronização de processos
Rastreabilidade de todas as operações
Eliminação de retrabalho
3. Controle rigoroso de capital de giro:
Visibilidade financeira em tempo real:
Fluxo de caixa atualizado automaticamente
Contas a pagar e receber organizadas
Alertas de vencimentos
Projeções de necessidade de capital
Controle de inadimplência
4. Aumento de volume de vendas:
Ferramentas que impulsionam vendas:
Gestão de relacionamento com clientes (CRM)
Histórico de compras e preferências
Gestão de oportunidades de venda
Integração com canais digitais
Catálogo sempre atualizado
5. Facilitação de acesso a crédito:
Organização que torna a empresa elegível:
Relatórios financeiros confiáveis
Demonstrativos contábeis precisos
Histórico de operações comprovado
Transparência para análise de crédito
6. Conhecimento de mercado e concorrência:
Inteligência de negócio integrada:
Análise de performance de produtos
Identificação de tendências de vendas
Comparação de margens e resultados
Base para decisões estratégicas
7. Otimização de localização e operação:
Dados para decisões de expansão:
Performance por ponto de venda
Análise de rentabilidade por região
Informações para abertura de filiais
Controle unificado de múltiplas unidades
8. Profissionalização do empreendedor:
Sistema como tutor de gestão:
Processo estruturado força disciplina
Indicadores mostram realidade do negócio
Alertas previnem decisões impulsivas
Informação para decisão racional
ERP Easy: tecnologia contra a mortalidade empresarial
O ERP Easy da Compels Informática foi desenvolvido especificamente pensando nos desafios das pequenas e médias empresas brasileiras, endereçando diretamente as principais causas de falência identificadas pelo SEBRAE.
Diferenciais Compels
Conhecimento do mercado brasileiro:
Desenvolvido para a realidade tributária nacional
Atende especificidades de diferentes setores
Constantemente atualizado com legislação
Cases de sucesso em diversos segmentos
Suporte especializado:
Equipe que entende de gestão, não apenas de software
Consultoria além de suporte técnico
Acompanhamento próximo principalmente no início
Parceiro de crescimento, não apenas fornecedor
Ecossistema integrado:
Integração com bancos, e-commerce, marketplaces
APIs abertas para conexões necessárias
Parceiros certificados
Soluções complementares
Conclusão: prevenção é mais eficaz que remediação
Os dados do SEBRAE são claros: a maioria das falências empresariais é evitável. As causas principais - falta de planejamento, ausência de gestão e comportamento inadequado frente a desafios - podem ser superadas com preparação, conhecimento e ferramentas adequadas.
A boa notícia é que vivemos em uma era em que tecnologia de gestão profissional está acessível a empresas de todos os portes. Não é mais necessário ter estrutura de grande corporação para ter gestão de qualidade.
O investimento em um sistema de gestão robusto deve ser visto não como custo, mas como seguro contra as principais causas de mortalidade empresarial. Os custos de uma falência - financeiros, emocionais e sociais - são infinitamente superiores ao investimento em gestão adequada.
Se sua empresa está começando ou ainda opera sem sistemas estruturados de gestão, o momento de mudar é agora - antes de se tornar mais uma estatística de mortalidade empresarial.
Próximos passos
Avalie honestamente sua situação: Quantas das causas de falência identificadas pelo SEBRAE estão presentes no seu negócio?
Priorize melhorias: Comece pelas fragilidades mais críticas, especialmente gestão financeira e controle de estoque
Busque capacitação: Invista em conhecimento sobre gestão empresarial
Implemente tecnologia: Sistemas de gestão não são luxo, são necessidade para sobrevivência
Monitore continuamente: Gestão é processo contínuo, não evento único
A Compels Informática está pronta para ser parceira na jornada de fortalecimento da sua empresa. Com o ERP Easy e suporte especializado, ajudamos pequenas e médias empresas a superarem as estatísticas e construírem negócios sustentáveis e prósperos.
Não espere fazer parte dos 40% que fecham nos primeiros cinco anos. Seja parte dos 60% que sobrevivem e prosperam com gestão profissional e tecnologia adequada.





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